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c o n t a t o |...

Segunda-feira, Junho 26

O excesso de verde e amarelo me empurrou ao Jazz. Aproveitando o clima "heaven"...

Cheek to Cheek
(Irving Berlin)

Heaven... I'm in heaven,
And my heart beats so that I can hardly speak.
And I seem to find the happiness I seek,
When we're out together dancing cheek to cheek.
Heaven... I'm in heaven,
And the cares that hung around me through the week,
Seem to vanish like a gambler's lucky streak,
When we're out together dancing cheek to cheek.

Oh, I love to climb a mountain,
And to reach the highest peak.
But it doesn't thrill me half as much
As dancing cheek to cheek.

Oh, I love to go out fishing
In a river or a creek.
But I don't enjoy it half as much
As dancing cheek to cheek.

Dance with me! I want my arms about you.
The charms about you
Will carry me through to...

Heaven... I'm in heaven,
And my heart beats so that I can hardly speak.
And I seem to find the happiness I seek,
When we're out together dancing cheek to cheek.



Sábado, Junho 24

Sentei-me ao computador assim que cheguei em casa, como tenho feito todos estes dias. Que ele tem me aproximado muito das pessoas que amo. No princípio, todos os brinquedinhos virtuais me faziam conhecer pessoas novas, diferentes; atualmente tenho conhecido novas pessoas velhas. Novas formas de me relacionar com pessoas queridas. Estes brinquedos têm clareado porões.




Escândalo
O amor dissolve em fumo qualquer escândalo, por mais estranho que ele surja aos nossos aparentes valores. O escândalo a que não se sobrevive é o da ausência de amor.
(Inês Pedrosa em Nas tuas mãos)
* * *
Cada vez mais fã desta mulher.



Quarta-feira, Junho 21

O cruzeiro em 30 de julho de 1960
Se você estivesse certo de que o mundo ia se acabar, como gastaria suas últimas 24 horas?

Fernanda Montenegro
Atriz



Antes de mais nada, me sentiria muito honrada em participar dêsse espetáculo monumental. Nas últimas 24 horas não decoraria nenhum papel de televisão. Lutaria comigo mesma, para me livrar dos meus rancôres. Calçaria saltos baixos e andaria 24 horas que, para mim, seriam infinitas. Pertinho do fim, subiria a uma montanha para ter a visão panorâmica da "festa".

O Cruzeiro para fugir um pouco dos dias de hoje.



Gôsto de Brasil
Aproximam-se as eleições parlamentares e o país todo é uma grande interrogação. Embora eu ainda não acredite que a resposta das urnas já seja, pròpriamente, uma resposta à obra dos homens do 31 de março. O prazo decorrido ainda foi curto, com tantas interrupções pelo meio. Nota-se contudo que há no povo uma grande sensibilização que só se pode chamar de patriótica: um interêsse nôvo pelo Brasil, um gôsto de dizer o nome do Brasil, de falar que é brasileiro, de usar a bandeira, de pintar as coisas de verde e amarelo, de sentir o Brasil grande. Talvez o elemento desencadeador dessa euforia tenha sido o resultado da Copa do Mundo; mas o interessante é que a euforia não passou, mesmo depois de passadas as comemorações do feito esportivo.

Acho que, essencialmente, todos os brasileiros estávamos cansados da estagnação no subdesenvolvimento, do sentimento de sermos irremediàvelmente pobres, pregados no atraso e na desordem de um país de segunda classe. Estávamos ansiosos por qualquer coisa que levantasse o orgulho nacional. Estávamos fartos da esterilidade da contestação e do protesto. Digo isso quanto à maioria, que os grupos minoritários, todos sabem, são um caso à parte; e, afinal, quem conta é a maioria.

Vejam-se, por exemplo, os homens do show-business, que têm as antenas sempre orientadas no sentido das preferências populares. Êles abandonaram decididamente a contestação e o protesto, que até bem pouco tempo eram a tônica de qualquer espetáculo, às vêzes metidos à fôrça, com propósito ou sem propósito, até mesmo quando o texto não dava pé. E não se diga que êsse abandono do protesto é obra da censura, pois mesmo nos momentos de censura mais severa há meios de chegar até ao limiar do permitido e insinuar ou dizer entre linhas o que abertamente não pode ser dito. Acontece é que evidentemente o público já não prestigia os shows de protesto; não vai ver, não compra entradas. Os letristas da MPB sintomàticamente deixam de falar só em irmão, em paz, em mão aberta, em guerra, em fome, em sangue e demais chavões do cancioneiro contestatório. A onda do Patropi continua crescendo; o êxito do País Tropical ainda não sofreu colapso, pelo contrário, vai sempre em maré montante, já agora através dos imitadores, pois só se imita o que está de cima.

Afinal, o povo não é cego nem é burro. E o povo está vendo que os homens trabalham, e lhe entram pelos olhos os bons resultados dêsse trabalho.

A situação econômica, entre outras coisas, está na cara, para quem quiser enxergar. O contrôle da inflação, que parecia impossível, hoje já se considera conquista assegurada. A exportação cada vez maior e mais diversificada, as marcas ¿Indústria Brasileira¿ ou ¿Made in Brazil¿ espalhadas pelas sete partes do mundo. Os problemas da educação sendo enfrentados - e na maioria resolvidos ou em caminho de resolução. Essas obras, pontes e estradas e cais e hidrovias e escolas e usinas elétricas se expandindo por tôda parte. O tal de Produto Nacional Bruto, a entidade mística dos economeses, êsse, mesmo os técnicos mais pessimistas já não podem esconder que cresce a olhos vistos, queimando as estatísticas. Até Mr. Herman Kahn deixa de futurar para nós apenas miséria e indignidade e nos tira amàvelmente do fim da fila para um lugar muito melhor.

Mas o bom mesmo é o cheiro de madrugada que se sente por tôda parte. Um gôsto de deixar que os meninos cresçam. Uma confiança, uma segurança novas, como se de repente houvéssemos descoberto que nem tudo está perdido ou, pelo contrário, que nada está perdido. Que a terra é bela e é nossa e quem tinha razão era mesmo o escrivão Caminha: em se querendo plantar, dar-se-á nela tudo.
* * *
Isto foi escrito pela Rachel de Queiroz em O Cruzeiro - 15 de setembro de 1970





Terça-feira, Junho 20

Tu, Yo e Los Hermanos

I'll Survive.


Terça-feira, Junho 13

Pela Marron
Tenho tido pouca(quase nenhuma) vontade de enfiar o pé na jaca. Me tirar de dentro da minha casa tem sido tarefa difícil, o que me surpreende, sempre fui da rua. Tem explicação, claro. Mas nem sei se cabe aqui em praça pública. As pessoas estão sempre mudando, mas tenho a impressão que é branda na maioria das pessoas, como a passagem de uma estação para outra. Em mim acontecem pororocas, e de repente é só o mar, ou só o rio. Assusta um pouco, mas já me acostumei.
* * *
Enfiaria o pé na jaca para ver a Marron no Canecão.


Sábado, Junho 10

Camisetas na rede
Várias camisetas fofas neste site.




Sexta-feira, Junho 9

Motivo para sonhar
Sonhos são como deuses:
Quando não se acredita neles, deixam de existir
(Paulinho Moska)


Segunda-feira, Junho 5

Bike, Braca, Garcia, Itália
Minha peregrinação de domingo.



Copa

Seria hipocrisia se eu dissesse que estou empolgadérrima com a Copa. Empolgadérrima eu fiquei foi com a tão esperada mensagem de liberação para assistirmos aos jogos onde bem entendermos. Ufa. Só de lembrar que em 98 assisti ao jogo no trabalho...


Quinta-feira, Junho 1

Ensaio sobre a Cegueira
Se me perguntassem, hoje, qual o melhor livro que já li, responderia Ensaio sobre a cegueira.

E bem queria ter aquele cão das lágrimas, que pôs-se a seguir a mulher do médico.



Ui!




Roberta Sá

Sabe, melhor ao vivo que no disco?
E olha que o disco é fod*.

Assisti Poeta, a Rosa e as canções, com a Roberta e o Pedro Luís. Acompanhados pelos músicos Marcelo Gonçalvez e Celso Alvim. Há quem não goste da voz dele, eu gosto da sujeira que tem.


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