[Aline, do Sobre todas as coisas] [ Antonia, do Inveja de gato] [ Arnaldo Branco, do Mau Humor ] [César, do Clínica Tobias] [ Claudinha, do Lameblogadas] [Claudio Jorge, do Nas rodas...] [ Chris, do Contexto da descoberta] [ Chris Pessoa] [Felipe K., do La vie en blues] [ Flávia, do Insustentável] [Flávio, do Balcão de idéias] [ Fred, do É o Brasil] [Galera do Bolsa Escola] [ Gui, do Perto do coração...] [ Henrique, do Bagunçando o coreto] [ Henrique, do Fullbag] [ Kamille, do Samba e amor] [ Juli, do Melodia Infinita] [ Luis Filipe, do Seremos Felizes] [ Mariana, Filha do rei] [ Pepe Legal, do Mascavinhas] [ Mara, do Caderno Branco] [ Mariana Blanc, Cartas de Hades] [ Marcelo, do Pentimento] [ Marco, do Samba Carioca] [ Maria Cristina, do Caminhante] [ Michelle, do Palavras pelo mundo] [ Nei Lopes, do Meu lote] [ Nininho, do Samba Meu] [ Patrícia, do Ca comigo] [ Rafa, do Na cara do gol] [ Rogério, do Samba Riscado] [ Ronize, do Palavra e tal] [ Silvio, do Moidsch] [ Tuninha, do Branca por cruza] [ Vicente, do Preto, pobre e suburbano] [ Zé, do Sexo, cachaça e samba&choro] [ Zé, do Sovaco de cobra]
a q u i v o s |c o n t a t o

Quarta-feira, Dezembro 14

Drummond por Ronaldo Fraga
O estilista Ronaldo Fraga lançou, nesta terça-feira, em sua loja, em Belo Horizonte, o livro ¿Moda, Roupa e Tempo ¿ Drummond selecionado e ilustrado por Ronaldo Fraga¿, que faz uma combinação especial entre texto e imagem. Fraga explica que sempre se identificou com o poeta, mas que a aproximação se tornou maior a partir da pesquisa para a coleção outono-inverno 2005.

¿O que me encanta no Drummond é que ele sempre foi um transgressor, capaz de tratar com muito carinho e delicadeza o tempo em que viveu. Sua obra é pontuada, inclusive, por uma fina ironia e, como poucas pessoas, ele conseguiu o que a moda tanto deseja: a construção de um estilo¿, afirma Fraga.

O livro terá uma tiragem inicial limitada para colecionadores. Em capa dura, seu recheio tem páginas feitas a partir de cinco padronagens diferentes de camisaria. O design gráfico remete ao caderno de anotações de funcionário público de Drummond. ¿É um livro que pretende atingir vários leitores porque não é necessariamente um livro de moda. É o olhar do maior poeta brasileiro sobre o assunto¿, explica Ronaldo Fraga.

O lançamento do livro em São Paulo acontece em janeiro e,no Rio de Janeiro, em fevereiro. Quem quiser encomendar é só acessar o site www.ronaldofraga.com. O preço é R$ 85.












Fonte: http://chic.ig.com.br/site/secao.php?materia_id=3454&secao_id=2
escrito por Paula 5:20 PM| |

Terça-feira, Dezembro 13


escrito por Paula 10:22 AM| |

Segunda-feira, Dezembro 12

Ela não é encantadora.
Ontem, num programa reprisado, Dapieve e o Madureira comentavam o Manhattan Connection. E o Dapieve observava o "tempo" que se leva para se acostumar com os apresentadores dos programas, quando algum deles sai por "força maior". Saiu o Francis, levou-se um tempo até se acostumar com o Jabor, e saiu o Jabor, blá blá e blá. Nisso me fez pensar o quanto este rodízio de cronistas(dos poucos que acompanho) nos jornais afeta a minha vidinha de leitora. E ainda na seleção de cronistas que acompanho. Foi assim que cheguei à Martha. Sim, eu sou leitora fiel de Martha Medeiros. Posso me abster de ler qualquer coisa do volumoso jornal de domingo, exceto Martha. Acompanho-a na intenção de testemunhar o grande dia em que Martha conscietizou-se de que, semanalmente, sua crônica é publicada na Revista mais lida, do jornal mais popular da cidade. Eu achava que este dia chegaria, e já não sei mais se acredito. Talvez isto seja o que chamam de desesperança.

Não é importante contar que ela me parece uma pirua de academia. Nem é importante dizer que me parece que está há 6 doses abaixo da humanidade (-6), e que quando escreve deve ficar subir umas 3 doses(-3). Não é importante dizer que me parece falta de vaidade com a palavra, ou com o ofício. Nem é importante dizer que o editor do caderno errou, e tem errado, no dedo. Tudo isto importa pouco. Importante é dizer que não há encanto. Martha me encanta pouco, e, no entanto eu a leio fielmente todos os domingos. Talvez seja um pouquinho de masoquismo, que na verdade considero piedade, é o fio de esperança que ainda me resta, como escrito anteriormente. Um dia sentirei a falta de Martha Medeiros, suponho.

* * *

Amigos são os que não nos deixam viver abaixo do nível dos nossos sonhos, os que precisam que amemos o que eles amam, os que nos zurzem quando erramos para que comecemos a acertar mais depressa, e sobretudo, os que infinitamente nos abraçam por essas noites imensas em que nos sentimos feios, porcos, maus e esquecidos pelo mundo.
(Inês Pedrosa na crônica Elogio da Amizade)

[Inês fala sobre os filmes de Teresa Villaverde]
Por isso é que seus filmes são tão fortes. Feitos de pessoas que não desistem de tomar conta umas das outras, mesmo que não saibam como. Que não desistem de si mesmas e atravessam de olhos abertos o fogo cerrado das inseguranças. Que sabem encontrar semelhanças entre o Peter Pan e o Ivan, o terrível, e não tem vergonha de o dizer.
(Inês Pedrosa em A vida suspensa)

Ela não é encantadora?
Seria sonhar muito alto querer ter o privilégio do deslumbramento estampado nas folhas da revista do jornal mais importante da cidade, ao alcance dos meus olhos, todos os domingos? Diz: é pedir muito? Sou uma menina má por desejar isto?

escrito por Paula 10:16 AM| |

Segunda-feira, Dezembro 5

O mito e o samba
Se Athina Onassis desejasse lançar uma coletânea com repertório de sambas tocados em seu casamento, seria o disco mais vendido do ano, pelo menos no meio do colunismo social. Nei Lopes se desejasse lançar uma coletânea com as músicas mais tocadas em seu quintal em Seropédica, faria cair por terra o mito do sambista caricato. Pra começar, música cubana em homenagem aos "irmãos" cubanos e o regresso da Sonia, sua mulher, de uma missão espiritual em Havana, bossa-nova, choro, pelo menos três grandes sucessos com parceiros, Gostoso Veneno, Morrendo de Saudade e Senhora Liberdade - o hino, porque sambista que se preza, preza também a prata da casa, e um dos pontos altos da coletânea - para esta que escreve, claro - seriam os sambas do alagoano Djavan. E é por isso que não pára de tocar Djavan no meu toca-disco.

É Hora
(Djavan)
É hora de trabalhar
Na hora de receber
É hora de se comer
O pão que o diabo amassou

Me conta como foi o dia
Me conta o que restou
Pro dia de amanhã
Não é necessário dizer
Periga
Você chorar e eu sorrir
E o povo inteiro a perguntar
Porque o rio deságua no mar?
(Cantada com coro e coreografia como se fosse Mas quem disse que eu te esqueço da Dona Ivone Lara.)
escrito por Paula 10:35 AM| |

Sexta-feira, Dezembro 2

02 de dezembro
Há um ano atrás...


Os planos para hoje eram bem simples: uma mala no carro, e pé na estrada para Oswaldo cruz, comemorar o dia do samba, como fizemos no ano passado. Dormiríamos por lá, e no dia seguinte mais samba: Feijoada da Portela. No domingo: mais samba em Seropédica. Pé na Jaca total.

Saco. Estou gripadérrima, e o circuito deverá ser reduzido.
escrito por Paula 11:26 AM| |

Quinta-feira, Dezembro 1

Não são raros os casos em que um homem intimidado de uma maneira irracional e sem precedentes tenha suas crenças mais básicas abaladas. Ele começa, aparentemente, a supor de modo vago que, por mais maravilhosas que possam ser, toda justiça e toda razão estão do outro lado. Consequentemente, se há quaisquer pessoas desinteressadas presentes, ele se vira para elas em busca de algum reforço para seu próprio pensamento hesitante.

Melville em Bartleby - o escriturário

escrito por Paula 10:17 AM| |


This page is powered by Blogger. Isn't yours?