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Quinta-feira, Setembro 29

Bahia tá viva inda lá
Na Lagoa do Abaeté

Praia do Forte e no Pelô bebendo cravinho de Jatobá!

escrito por Paula 10:22 AM| |

Segunda-feira, Setembro 26

Teve Vanessa da Mata também. Fui sozinha ao belíssimo Teatro Castro Alves, e me acabei cantando isto aí:

Não me deixe só
Vanessa da Mata

Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz

Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz

Não me deixe só
Tenho desejos maiores
Eu quero beijos intermináveis
Até que os olhos mudem de cor

Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz

Não me deixe só
Que eu saio na capoeira
Sou perigosa, sou macumbeira
Eu sou de paz, eu sou do bem, mas...

Fique mais
Que eu gostei de ter você
Não vou mais querer ninguém
Agora que sei quem me faz bem

Não me deixe só
Que o meu destino é raro
Eu não preciso que seja caro
Quero gosto sincero de amor

Mas não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz
Não me deixe só

escrito por Paula 12:42 PM| |

Fátima na Bahia, e agora no blogue.
(Queria postar outra, mas esqueci o nome e não acho a letra na rede. É uma que começa assim "Chega de chorar sozinha", fala sobre valer a pena ou faltar coragem... fazer amor que nem onda no mar...)

Condenados
(Fátima Guedes)

Ah, meu amor, estamos condenados
Nós já podemos dizer que somos um
Nós somos um
E nessa fase do amor em que se é um
É que perdemos a metade cada um
Ah, meu amor, estamos mais safados
Hoje tiramos mais proveito do prazer
E somos um
Quando dormimos juntos, sonhos separados
Que nós não vamos confessar de modo algum
Ah, meu amor, ah, meu amor
Quantas pequenas traições
Pobres mentiras diplomáticas de puras intenções
Estamos condenados
Ah, meu amor, de discretos pecados
Formamos esse ser tão uno divisível
Parece incrível
Que nós tentemos que ele dure eternamente
Nessas metades incompletas
Mas decentes

escrito por Paula 12:40 PM| |

Quarta-feira, Setembro 21

Lama nas ruas
(Almir Guineto / Zeca Pagodinho)

Deixa desaguar tempestade
Inundar a cidade
Porque arde um sol dentro de nós
Queixas sabes bem que não temos
E seremos serenos
Sentiremos prazer no tom da nossa voz
Veja o olhar de quem ama
Não reflete um drama, não
É a expressão mais sincera, sim
Vim pra provar que o amor
Quando é puro desperta e alerta o mortal
Aí é que o bem vence o mal
Deixa a chuva cair, que o bom tempo há de vir
Quando o amor decidir mudar o visual
Trazendo a paz no sol
Que importa se o tempo lá fora vai mal
Que importa
Se há tanta lama nas ruas
E o céu é deserto e sem brilho de luar
Se o clarão da luz do teu olhar vem me guiar
Conduz meus passos
Por onde quer que eu vá
Se há...

escrito por Paula 10:15 AM| |

Segunda-feira, Setembro 19

...
Não vou estar aqui no Rio, e vou perder:

- A primeira semana do Festival de cinema;
- A primavera dos livros;
- A HiperBrazooka no Crico Voador;
- Guinga no Museu do Açude
...

escrito por Paula 2:23 PM| |

Esquisitices: quem não tem, não é mesmo?


Amelie Polain gosta de olhar para os outros no cinema enquanto assistem aos filmes, e ver suas reações.

Fiquei pensando nas minhas esquisitices. Gosto de cotonete. Um prazer indescritível sentar na privada, e pegar um cotonete pra uma coçeirinha no ouvido...

Teresa Cristina, a cantora da Lapa, revela em seu DVD uma dessas esquisitices da sua vida enquanto manicure. Gostava de fazer pé de portuguesas. Aquele pé bem feio, e ver a transformação.

[Falta de assunto, percebem?]
escrito por Paula 2:13 PM| |

O texto A vida bate é do Gullar!
Esqueci dos créditos.
escrito por Paula 2:09 PM| |

Sexta-feira, Setembro 16

Para todos que estão ao meu redor sentindo a vida bater, e bater, e bater, e bater, e bater...

A vida bate

Não se trata do poema e sim do homem
e sua vida
- a mentida, a ferida, a consentida
vida já ganha e já perdida e ganha
outra vez.
Não se trata do poema e sim da fome
de vida,
o sôfrego pulsar entre constelações
e embrulhos, entre engulhos.
Alguns viajam, vão
a Nova York, a Santiago
do Chile. Outros ficam
mesmo na Rua da Alfândega, detrás
de balcões e de guichês.
Todos te buscam, facho
de vida, escuro e claro,
que é mais que a água na grama
que o banho no mar, que o beijo
na boca, mais
que a paixão na cama.
Todos te buscam e só alguns te acham. Alguns
te acham e te perdem.
Outros te acham e não te reconhecem
e há os que se perdem por te achar,
ó desatino
ó verdade, ó fome
de vida!

O amor é difícil
mas pode luzir em qualquer ponto da cidade.
E estamos na cidade
sob as nuvens e entre as águas azuis.
A cidade. Vista do alto
ela é fabril e imaginária, se entrega inteira
como se estivesse pronta.
Vista do alto,
com seus bairros e ruas e avenidas, a cidade
é o refúgio do homem, pertence a todos e a ninguém.
Mas vista
de perto,
revela o seu túrbido presente, sua
carnadura de pânico: as
pessoas que vão e vêm
que entram e saem, que passam
sem rir, sem falar, entre apitos e gases. Ah, o escuro
sangue urbano
movido a juros.
São pessoas que passam sem falar
e estão cheias de vozes
e ruínas . És Antônio?
És Francisco? És Mariana?
Onde escondeste o verde
clarão dos dias? Onde
escondeste a vida
que em teu olhar se apaga mal se acende?
E passamos
carregados de flores sufocadas.
Mas, dentro, no coração,
eu sei,
a vida bate. Subterraneamente,
a vida bate.

Em Caracas, no Harlem, em Nova Delhi,
sob as penas da lei,
em teu pulso,
a vida bate.
E é essa clandestina esperança
misturada ao sal do mar
que me sustenta
esta tarde
debruçado à janela de meu quarto em Ipanema
na América Latina.


escrito por Paula 1:15 PM| |

Sexta-feira, Setembro 9

...

escrito por Paula 5:41 PM| |

...

escrito por Paula 5:38 PM| |

Quinta-feira, Setembro 8

Cercada de água
Cultiva tua ilha, e serás tua prisioneira.

Fosse um pouco mais de terra, eu concluiria logo que era grande demais o território para ser chamado apenas de ilha. Com este pequeno monte de terra, não resta dúvida: é terra, pouca, com água ao redor, por todos os lados. Claro, você ainda é capaz de ouvir a voz da tia Maricota definindo o que é uma ilha, mas só hoje você consegue imaginar a imensidão do mar. Embora não tenha descoberto todos os segredos submersos no azul.

Sim, sim. É apavorante registrar o mar, não se sabendo capaz de nadar até o fundo, e ainda ter fôlego para voltar. E, se restar fôlego, será ainda interessante regressar? Ou haverão novas terras a serem desbravadas? E se houverem novas terras, isto é tão temível assim? Não, não há nada de assustador. Mas é preciso conservar o saber nadar para pescar, para descobrir, para renovar. Sempre.

Sinto-me como o Pequeno Príncipe cultivando seu vulcão e sua rosa no planeta B-52. Criei um mundo só meu. Nele estou preste a inaugurar um novo sofá, onde assistirei uma pilha de vídeos, como se assistisse passivamente todas as histórias do mundo. [Uma tevê ou um livro são como janelas abertas com vista para a vida.] Se o Pequeno Príncipe temesse suas viagens nas caudas dos cometas, não teria visto jamais um jardim com centenas de rosas iguais a sua. "Rosa mentirosa! Disse-me que era única em todo o universo." Há o que não se enxerga a olho nu mesmo numa ilha. Uma ilha pode ser terra demais para olhares superficiais. Temível não é, certamente. Mas é justamente este frio na barriga ao entrar no mar, que ainda me faz desejar as águas.

Anda, cativa a tua rosa, e verás sua unicidade em todo o universo.

escrito por Paula 3:27 PM| |

...
"Respeito muito minhas lágrimas, mas ainda mais minha risada"
(Caetano Veloso em Vaca Profana)

escrito por Paula 2:34 PM| |

Sexta-feira, Setembro 2

Não aguento mais os gansos.
E não posso respeitar um palestrante que exibe um vídeo do Daniel Godri. Não dá.


escrito por Paula 2:35 PM| |


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