[Aline, do Sobre todas as coisas] [ Antonia, do Inveja de gato] [ Arnaldo Branco, do Mau Humor ] [César, do Clínica Tobias]
[ Claudinha, do Lameblogadas] [Claudio Jorge, do Nas rodas...] [ Chris, do Contexto da descoberta] [
Chris Pessoa] [Felipe K., do La vie en blues] [
Flávia, do Insustentável] [Flávio, do Balcão de idéias] [
Fred, do É o Brasil] [Galera do Bolsa Escola] [
Gui, do Perto do coração...] [
Henrique, do Bagunçando o coreto] [
Henrique, do Fullbag] [
Kamille, do Samba e amor] [
Juli, do Melodia Infinita] [
Luis Filipe, do Seremos Felizes] [
Pepe Legal, do Mascavinhas] [
Mara, do Caderno Branco] [
Mariana Blanc, Cartas de Hades] [
Marcelo, do Pentimento] [
Marco, do Samba Carioca] [
Maria Cristina, do Caminhante] [
Michelle, do Palavras pelo mundo] [
Nei Lopes, do Meu lote] [
Nininho, do Samba Meu] [
Patrícia, do Ca comigo] [
Rafa, do Na cara do gol] [
Rogério, do Samba Riscado] [
Ronize, do Palavra e tal] [
Silvio, do Moidsch] [
Tuninha, do Branca por cruza] [
Vicente, do Preto, pobre e suburbano] [
Zé, do Sexo, cachaça e samba&choro] [
Zé, do Sovaco de cobra]
a q u i v o s |c o n t a t o
Segunda-feira, Agosto 29
Musiquinha sem compromisso, sabe?!
Pela ciclovia
(Marcos Valle - Jorge Vercilo)
Tarde cinza é não te ver
oceano, te olhar
sudoeste quer dizer
chuva de vento no mar
Onde anda o meu viver
quero vê-lo voltar
de mãos dadas com você
na beirinha do mar
Só ele sabe
a natureza espontânea e saudável do seu gostar
me tirou pra dançar com a própria vida
o que pode fazer esse conviver
Toma e opera milagres
sem mais, transforma
o deserto em oásis
por vezes até parece miragem olhar você
tarde cinza é não te ver...
Só ele sabe
ah, não te ver na praia me desnorteia
essa orla tão clara toda essa areia
parece um saara a me castigar
Ah, essa mente aérea recria o mar
escorrendo em sua pele
a onda quebra, meu sonho se fere
e me faz voltar
Vai amanhecendo pela ciclovia
ver você correndo, a vida se irradia
o Leme, o Lido, a Barra, o sábado inteiro
o sol estende o seu tapete-luz só pra você passar
Mítica manhã dos pescadores
salva-vidas, futevôlei
a bola pega alguém lá no tai chi chuan
é como um balé à beira-mar
olha a bandeira do quiosque é um arco-íris
escrito por Paula 2:11 PM|
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Passagem comprada.
Vou dar uma volta em Salvador.
escrito por Paula 2:08 PM|
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Lá vem o Chico. Tentando fazer amizade de novo.
Morena dos olhos d'água
Chico Buarque
Morena dos olhos d'água
Tira os seus olhos do mar
Vem ver que a vida ainda vale
O sorriso que eu tenho
Pra lhe dar
Descansa em meu pobre peito
Que jamais enfrenta o mar
Mas que tem abraço estreito, morena
Com jeito de lhe agradar
Vem ouvir lindas histórias
Que por seu amor sonhei
Vem saber quantas vitórias, morena
Por mares que só eu sei
O seu homem foi-se embora
Prometendo voltar já
Mas as ondas não tem hora, morena
De partir ou de voltar
Passa a vela e vai-se embora
Passa o tempo e vai também
Mas meu canto ainda lhe implora, morena
Agora, morena, vem
escrito por Paula 1:43 PM|
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Sexta-feira, Agosto 26
O baile não pára
Saio de casa às nove(da manhã), e o baile funk ainda está comendo solto. Chego em casa às nove(da noite), e já tem baile rolando. Como sou de entrelinhas, percebo, é o super-bailão para quem não quer ouvir as mazelas dos outros. Começo a dançar em frente ao espelho imaginando as popuzadas cantando: "Sêu Dirceu, Sêu Dirceu acho que tu se fudeu", ou então "Tiiiiooooo"(a funkeira imitando a Lurdinha de América). Tenho certeza: está todo mundo acompanhando alguma novela, menos eu. Mensalão e América estão bombando na boca do povo. Menos eu! Menos eu! Sinto culpa por esta fase de alienação multi-plataforma em que me encontro.
A vida prática tem me sugado. A pauta tem sido Procuradores, Representantes Legais, Qualificação Cadastral, Campanhas e Dossiês Únicos. Ah, e não posso esquecer das tarefas domésticas. Lazer? Tem sim: o leito. E antes dele algum tempo de DVD.
Outro dia peguei um Bergman para assistir, e troquei por Friends. Um Almodovar, e troquei por Friends. Um Woddy Allen, e troquei por Friends. Cada um escolhe a droga a se apegar nos tempos de crise. Tenho injetado Friends compulsivamente na veia. (na falta de Sexy and the city, claro.). Ross não gosta de sorvete, Monica é obssessiva por limpeza, Chandler é filho de um drag queen, Joey é comedor[sic], Rachel é a pobre menina rica e a Phebs é a hippie destrambelhada(com quem me identifico por vezes).
De vez em quando visito "Os intocáveis" na sala: a pilha de jornais. É sempre uma surpresa. Hoje vi anunciado o show do Engenheiros do Havai. Levei um susto. Não tenho utilizado o critério ordem cronológica em minhas leituras. Tanto faz uma crônica de Nelson Rodrigues dos idos 60, Otto Lara rezende dos 90 ou um Dapieve atual. Daí o espanto: Engenheiros do Havaí? Anos 80 ? Ploc ainda? A febre ainda não passou? Esse leite já coalhou, e não se cansam de mamar na teta da vaca oitentona. Preparem-se: vem aí os setentões. Tudo novo de novo. I'dont care. "A vida é uma performance." A frase cai numa mesa de bar entre amigos depois de uma sessão de "Uma vida na flauta" estrelado por Odete Ernest Dias.
A CPI não pára. O baile não pára. A roda gira a todo vapor. É hora de quem tem que descer, descer. E de quem tem que subir, subir. Ou vai ou fica. Nem precisa ser astróloga para saber que os astros se rebelaram, e impõem ordem às vidas humanas. Espero que seja semelhante à minha arrumação de armário.
SetaParaCima e amigos advertem: Em tempos de descaralhamento a nível nacional, e internacional até, a recomendação é embucetar-se em alucinógenos regenerativos. (Sir HR e Mr. M: a culpa é toda de vocês destes termos aqui no bloguito)
A temporada de sorvete, toddynho, whisky e pipoca continua liberada.
escrito por Paula 11:17 AM|
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Terça-feira, Agosto 16
Roberta Sá na quarta
Tentando voltar à vida social...
escrito por Paula 2:34 PM|
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Caso Semorim
Há três semanas atrás fui à casa de uma amiga, que recebia seus pais como visitas para um almoço. Bem, nem tão visitas assim. A mãe da amiga capixaba foi quem preparou o almoço. Éramos eu, a amiga, os pais e uma vizinha. Me encarreguei de levar a sobremesa: sorvete de manga. Aprovado por todos, assim como o saboroso almoço.
Com a vista do Rio do décimo nono andar, quase um empire state building Tijucano, ficamos, nós as mulheres, conversando. Papo vai e papo vem chegamos no assunto secretária doméstica, ou empregada como é mais usual. Norma, a vizinha, conduzia a prosa. Foi então que percebi a portabilidade disto que nomeamos ressentimento. Nunca me interessei tanto em saber a utilidade de um artefato doméstico: o semorim. Norma ia descrevendo sua briga com a doméstica por causa do semorim, e começava a gritar, e avermelhar-se. Seus diálogos reproduzidos pareciam tão reais. Transferência, pensei. Mas mudar de empregada, ela não queria, não. Dei corda, quis saber mais, quis conhecer mais uma face do ressentimento. E são tantas... Os ressentidos de amor, de carência, de inveja, de orgulho.
Há até o ressentimento do ressentimento. Tenho tido deste. Logo com Chico Buarque. E tem sido insuportável ouvir ¿Olhos nos olhos¿, ¿Bastidores¿, ¿Atrás da porta¿, ¿Gota d¿água¿ e tantas outras. Não me importa que algumas tenham cunho político, e outras sejam teatrais. Nas letras de Chico há o ressentimento. (Que entendam que não o culpo. O ressentimento é do homem tanto quanto uma pipa pertence ao céu.) Por isso fui me refugiar em Caetano e Gonzaguinha. Ah, e em Nelson. Creio que só Nelson Rodrigues expulsa o demônio das pessoas. Só o Nelson!
Era o Nelson também um ressentido, claro. Há o ressentimento em quase todas as suas crônicas. Suponho que isto o impulsionava à máquina, aos escritos. Escrevia porque ressentia-se. E via no ressentimento uma naturalidade, algo de tão assustadoramente humano, justamente o que chocava as pessoas. O ressentimento não é limpo.
Receita para os males do ressentimento ainda não tenho. Mas para remover ferrugem do ladrilho do banheiro é só usar semorim.
escrito por Paula 2:32 PM|
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Terça-feira, Agosto 9
Saudades da malandragem
Li recentemente uma definição do Otto Lara Resende para o saudosismo: é ressentimento. Concordo. Saudosismo da malandragem da antiga não tenho, não. Mas costumo me deslumbrar com certo tipo de malandragem inofensiva, beirando a ingenuidade. Desta tão escassa aqui pelo Rio de Janeiro. Aqui os malandros são, usando definição de Nelson Rodrigues, pulhas. Malandro que é malandro não planeja malandragem, ela simplesmente acontece. Assim do nada. Pulha é aquele que planeja a malandragem a médio ou longo prazo em causa própria.
Sete horas da noite no Bê, apelido do Beirute bar em Brasília freqüentado por GLS e alternativos na cidade planejada, o amigo da amiga, esperado para a cerveja de garrafa mofada(de tanto gelo!), telefona dizendo que bateu com o carro. Algum ferido? Prejuízo no Carro? Menos mal então. Uma pena um acontecimento destes bem na hora sagrada da cerveja de garrafa.
Passadas três horas aparece o amigo acompanhado um homem de meia idade. Era um dos envolvidos no engavetamento. Recentíssimo amigo nascido de uma situação que poderia gerar grandes dores de cabeça. A cena que imagino, se fosse aqui no Rio, após uma batida destas é um pitboy cheio de marra saindo do carro pra brigar, ou armado até. Imagina: acerto de contas de batida em mesa de bar... Vejam vocês a malandragem a que me refiro.
Enquanto isto aqui no Rio: os pulhas se espalham... Os pulhas se espalham.
escrito por Paula 10:10 AM|
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A ausência por aqui é explicável: uma viagem para Brasília, outra para Anchieta, mudança de local de trabalho e algumas outras mudanças...
escrito por Paula 10:06 AM|
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Segunda-feira, Agosto 1
Sou Seu Sabiá
(Caetano Veloso)
Se o mundo for desabar
sobre a sua cama
E o medo se aconchegar
sob o seu lençol
E se você sem dormir
tremer ao nascer do sol
Escute a voz de quem ama
ela chega aí
Você pode estar
tristíssimo no seu quarto
Que eu sempre terei
meu jeito de consolar
É só ter alma de ouvir,
e coração de escutar
E nunca me farto
do uníssono com a vida
Eu sou, sou sua sabiá
Não importa
onde for vou te catar
Te vou cantar te vou
te vou te vou te vou
Eu sou, sou sua sabiá
O que eu tenho eu te dou
E tenho a dar
Só tenho a voz cantar,
cantar, cantar, cantar
escrito por Paula 11:38 AM|
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