[Aline, do Sobre todas as coisas] [ Antonia, do Inveja de gato] [ Arnaldo Branco, do Mau Humor ] [César, do Clínica Tobias]
[ Claudinha, do Lameblogadas] [Claudio Jorge, do Nas rodas...] [ Chris, do Contexto da descoberta] [
Chris Pessoa] [Felipe K., do La vie en blues] [
Flávia, do Insustentável] [Flávio, do Balcão de idéias] [
Fred, do É o Brasil] [Galera do Bolsa Escola] [
Gui, do Perto do coração...] [
Henrique, do Bagunçando o coreto] [
Kamille, do Samba e amor] [
Juli, do Melodia Infinita] [
Luis Filipe, do Seremos Felizes] [
Pepe Legal, do Mascavinhas] [
Mara, do Caderno Branco] [
Mariana Blanc, Cartas de Hades] [
Marcelo, do Pentimento] [
Marco, do Samba Carioca] [
Maria Cristina, do Caminhante] [
Michelle, do Palavras pelo mundo] [
Nei Lopes, do Meu lote] [
Nininho, do Samba Meu] [
Patrícia, do Ca comigo] [
Rafa, do Na cara do gol] [
Rogério, do Samba Riscado] [
Ronize, do Palavra e tal] [
Silvio, do Moidsch] [
Tuninha, do Branca por cruza] [
Vicente, do Preto, pobre e suburbano] [
Zé, do Sexo, cachaça e samba&choro] [
Zé, do Sovaco de cobra]
a q u i v o s |c o n t a t o
Quinta-feira, Junho 30
Saravah
Me pareceu interessante o DVD...
Documentário de 69 com Maria Bethânia, Paulinho da Viola, Pixinguinha, João da Baiana e Baden Powell.
escrito por Paula 11:40 AM|
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Virada pra lua
(Simone Guimarães / Sérgio Natureza)
Borboleta mas sem bando
Ando mesmo de veneta
Dia destes eu me mando
Vou na cauda de um cometa
Meu olhar é uma luneta
Sempre virada pra lua
Falam tanto do meu jeito
Dizem que sou aluada
Penso nisso quando deito
Depois durmo sossegada
Pois sou virada pra lua
Mas não sou da pá virada
Toda gente tem sua casa no zodiaco no mapa
Tem sua vida desenhada
No céu de estrelada da capa
Eu sou virada pra lua
Mas pra mim só fica a rapa
Resolvi que agora é hora
De virar esta partida
Vou na odiva de um foguete
Rumo a luminosa diva
Lua por favor me aguarde
Prepare minha chegada
Acredite irmã lua
Que eu sou sua devotada
E Antes da manhã na rua
Quero estar enluarada
Foto: Cig Harvey
escrito por Paula 10:59 AM|
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Quarta-feira, Junho 29
Na voz do Roberto...
Como dois e dois
(Caetano Veloso)
Quando você
Me ouvir cantar
Venha não creia eu não corro perigo
Digo não digo não ligo, deixo no ar
Eu sigo apenas porque eu gosto de cantar
Tudo vai mal, tudo
Tudo é igual quando eu canto e sou mudo
Mas eu não minto não minto
Estou longe e perto
Sinto alegrias tristezas e brinco
Meu amor
Tudo em volta está deserto tudo certo
Tudo certo como dois e dois são cinco
Quando você me ouvir chorar
Tente não cante não conte comigo
Falo não calo não falo deixo sangrar
Algumas lágrimas bastam pra consolar
Tudo vai mal, tudo
Tudo mudou não me iludo e contudo
A mesma porta sem trinco, o mesmo teto
E a mesma lua a furar nosso zinco
Meu amor
Tudo em volta está deserto tudo certo
Tudo certo como dois e dois são cinco
Cinco!
escrito por Paula 2:26 PM|
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Terça-feira, Junho 28
Nascemos, amamos e morremos
Quanto ao amor, acredito, é como aquela árvore que insistiu em brotar na fachada de um sobrado antigo, floresce em qualquer vaso. Às vezes é a ajuda do vento, é terra adubada, água parada. O amor é isto: uma maria-sem-vergonha disposta a germinar nos mais belos e nos mais abomináveis vasos. Nos chineses e nos vendidos a 1,99 nas casas chinesas da Rua da Alfândega.
Entretanto, não chego a ter uma conclusão concisa que justifique esta indecência do amor. É. Contraditório, eu sei. Por que necessitamos tanto dele ?
Outra dúvida minha é sobre o "acabamento" do amor. E também a questão em relação ao cemitério do amor. Então, percebo, tudo gira ao redor do nascer, do amar e do morrer. Cabe tudo numa só metáfora de um vaso, portanto.
Nelson Rodrigues foi felicíssimo ao soltar esta frase assim: floresce em qualquer vaso. Na verdade era sobre uma pessoa, mas eu incorporei a frase à minha vida conectada ao amor. Aos amores que florescem em mim, nos que eu também posso florescer, e onde se floresce todo dia, a todo momento. Como este texto que floresceu da dor de amores que não souberam(puderam) morrer decentemente. E isto é também uma forma de amor vivo às avessas.
Florescer em qualquer vaso, quer queiramos ou não, não é questão de opção. E, até conforta saber que apenas cumprimos organicamente as funções de nossa natureza. Florescemos, sempre, em qualquer que seja o vaso.
escrito por Paula 4:47 PM|
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Gosto da companhia dos Thuins, acho que eles sabem disso.
Vezes por outra lembro da voz da Antonia-mãe falando, com entonação e tudo, umas expressões que acho que só eles se lembram de usar...
Agora me vem à cabeça: "Pra quê bater em cachorro morto?"
escrito por Paula 12:51 PM|
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Mundo Cruel
(Wisnick)
Desce deste galho em que te escondes
Sai deste céu sem ninguém
Onde não vês luz nem horizontes
Onde não vês nada além
Para de ficar rolando tempo
Lamentando e alimentando dentro
A ferida do tormento
Também sei a dor que te poupas
Sim, o mundo é cruel
Mas eu te pergunto
Com que roupa
Vais contracenar o teu papel
Para de ficar rolando tempo
Lamentando e alimentando dentro
A ferida do tormento
Da cilada má, da trama e a rede
Que o destino armou pra ti
Tu fizeste a cama, o chão e a parede
Do teu próprio quarto de dormir
Para de ficar rolando tempo
Lamentando e alimentando dentro
A ferida do tormento
Já não há o quê te resguarde
Joga tua carta enfim
Antes do ocasa arder
Antes que tarde
Antes do verão ter fim
Não vou prosseguir nesta toada
Não vou insistir
Dizer mais nada
Deixa que te diga o vento
Para de ficar rolando tempo
Lamentando e alimentando dentro
A ferida do tormento
escrito por Paula 12:42 PM|
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Segunda-feira, Junho 27
dos blogues...
"As pessoas querem profundidade, mesmo nadando na pocinha."
(JazzMo)
"Quem se ajoelha no altar do amor, dele não se levanta com facilidade. O amor é um deus exigente e vaidoso, cada flechada do cupido, vale o vício sublime de amar e a sentença do exclusivismo. E o melhor de ser solteira, é não louvar um só deus."
(Antonia no Inveja de Gato)
escrito por Paula 10:18 AM|
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Recebi do Fipo a Batura Musical.
Volume total de músicas em meu computador:
Nenhuma. Temos um "servidor" com músicas por aqui...
O último CD que comprei foi:
Juro: não lembro. Talvez tenha sido o CD do Zé Paulo Becker.
Música tocando no momento:
"Pra ficar zangado". Estou ouvindo novamente o disco do Caio.
Cantores que ultimamente tenho gostado muito de ouvir:
Lenny Andrade, Monica Salmaso e Roberta Sá.
Músicas que, de alguma forma, significaram muito pra mim:
. Água de chuva no mar
. Menina
. Enquanto espero
. Don de Fluir
. Só sei que me fez bem
. A chuva cai
. Bastidores
. Vida
. Já passou
. Eu te amo
. Senhas
. Reserva de domínio
. Aventura
. O tímido e a manequim
. Cadê a razão?
. Pra jogar no Oceano
. Meu Apleo
. Pra tirar você do sangue
. Morte é paz
(...)
Cinco pessoas pra quem eu passo a "Batuta Musical":
Kamille, Tuninha, Ju, Paulo e Henique Crespo.
ps: Ju e Paulo não sei onde vcs vão responder...
escrito por Paula 10:08 AM|
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Registro 1
Tem um texto engasgado há quase um mês.
Registro 2
As pessoas se perdem por pouco. Por tão pouco...
Demorei pra perceber isto.
Por tão pouco elas sujam os pés na lama.
É triste, mas não há nada que possamos fazer por elas. A não ser ter um pouco de paciência...
Registro 3
Happy!
Registro 4
Há algo em comum nos textos do Paulo e do Caio. Mas em direções diferentes.
Os dois consideram "as tentativas".
escrito por Paula 9:59 AM|
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Bem, quero que me encontres esta noite na LRF, no momento exato em que os novos peixes conheçam a água conmo não conhecem jamais o ar nem nada, nada. Iremos, os dois, como um gafanhoto e um garfo de prata, fazer o percurso que nasce e morre de cada pé a cada marca, na terra vermelha dos delitos, queridinho!
(Carta de amor - Ao meu inimigo mais próximo)
Ferreira Gullar
escrito por Paula 9:50 AM|
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...
Revirei gavetas atrás das minhas fujonas angústias. Abri os braços, e apelei sem medo: venham! Nas gavetas só achei canhotos de redeshop, tíquetes de filmes que assisti no cinema, filipetas de shows que assisti, e outros que quis assistir. Algumas cartelas de anti-alérgicos, papeizinhos com telefones, um pacote de camisinhas fechado, um resto de bala halls, e mais nada. Abri a caixa de fotografias. Nenhuma angústia resiste a fotos amarelecidas. Consegui algumas boas risadas. Que puxa! Angústias minhas para onde foram? Então, ousei um pouco mais: revirei as pastas com cartões, e outras cartas de amor. Nada, nada, nadica de angústias. Fiquei um pouco frustrada, confesso. Dediquei mais de vinte e quatro horas às minhas insuportáveis angústias. Nunca me obriguei a tanto. Fucei livros, reli dedicatórias, arrumei o armário, coloquei os discos em ordem alfabética, as roupas arrumei por cor. Nada. Abri completamente a guarda. "Venham, minhas meninas, venham!"
Bem, é verdade que o tempo não colaborou. Fiquei como uma impressionista esperando o dia trocar de cor. Trocar, e trocar, e trocar. A noite chegou, e com ela apenas o meu bom sono dos anjos.
As angústias? Não posso saber delas. Somente que são indisciplinadas, ou seriam disciplinadas demais, somente puxáveis com data e hora marcada em horário comercial? Bem, a verdade é que minhas angústias são todas uma marias. Marias partituras isso sim. Duvido que suportariam o som de um bom bolero.
Preciso urgentemente consertar meu cd player.
escrito por Paula 9:43 AM|
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Agora quis descer, e não havia chão; ou descer seria subir? Mas o espaço se perdia sem margem, sempre. Ela, a águia, era o centro. Se se movesse para o alto de si, para baixo de si, ainda seria o centro. Sou o centro, pensava já com certo orgulho, o pássaro. Mas se deua a voar numa só direção, no esbanjamento de seu privilégio. E a sua figura minúscula em marcha assinalava, sempre, uma referência entre um mesmo ponto do vazio e outro qualquer que não se quisesse. Depois, a necessidade de pousar cresceu como um olho de obsessão em seu corpo. E não havia terra apenas o ar. O ar, que era só um abismo. Porque ela estava ali. Voava, e o movimento das asas moia-lhe as articulações. Ela, a águia , sabia(não sabia por quê) que uma águia em vôo não deve fechar as asas, e por isso, talvez gemia e continuava. Agora, o sangue, descendo-lhe das axilas, ensopava-lhe a plumagem do peito. Mas a águia não parou. Não parou nunca (nunca, nunca, etc.) Nem depois que seu corpo começou a rotar, precipitado. Ninguém dirá quando veio a morte. É certo, porém, que ela não teve a alegria de uma última descoberta. Mas vós tereis: ela caía na mesma direção de seu vôo, como se o continuasse.
(Ferreira Gullar)
escrito por Paula 9:26 AM|
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Quarta-feira, Junho 22
Os livros que ganhei...
  
 
ps: Poderia escolher entre ficar doente ou ser presa pra ter tempo pra ler tudo isso de uma vez...
escrito por Paula 11:27 AM|
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registro 1
Ressaca sentimental, é isso provavelmente.
registro 2
Não gosto de tons pastéis na vida. Ou é cor, ou...
registro 3
Queria ler meus livrinhos novos. Mas o curso de UML à noite está me deixando off.
registro 4
Ouvindo Bilie Holiday...
registro 5
Hoje queria ser um avestruz.
escrito por Paula 11:17 AM|
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Segunda-feira, Junho 20
No Trapiche

1. Dora, eu, Nonô, Mariana - Cecília, Leozinho, Karen, Kat e Keké 2. Kamille, Tuninha eu e Vivi

3. Paulo (vulgo Pirex, rs), Eu, Nonô, leozinho e cabeça da Kat. 4. Leonardo, Kat, Lana, Nonô, Marcos e Karen

5. Marcos, Flama, Caius, Cecília e eu. 6. Licínio, eu, Paulo, a Chris e + 1!

7. Pepe Legal e Claudinha, Eu eeeee... a Nonô! 8. Ana Catarina, eu e a PáNela

9. George(medium boss), Leozinho e o Guido 10. Keké, Greicy Kelly(escrevi certo?) e eu

11. Eu e a Jubilau. Ooops e a Ju! 12. Soilinha - o meu diazepan natural

13. Nonô, Dougrinhas, Lu Telles e o Thales 14. Sergio e a Tuninha
escrito por Paula 6:04 PM|
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Duas datas dividem o ano em dois segmentos. Ficam duas estações prá cada lado: Outono-Inverno e Primavera-Verão.
E lá vem o Inverno.
Agasalhar-se? Engano seu. Você lida com uma geminiana, não se esqueça. Se possível permita-se o aquecimento com o sol morno
do inverno. Não é lá estas coisas, mas falam tanto do buraco na camada de ozônio, que até o que prejudica, pode convenientemente, jogar a favor.
(...)
[queria continuar o texto, mas tenho aula agora. :o( ]
escrito por Paula 6:03 PM|
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Quinta-feira, Junho 16
Registro 1
Incrível que Paulo Mendes Campos não seja geminiano.
Registro 2
Sempre fico em falta com alguém no meu aniversário. Acabo esquecendo, por displicência, de convidar pessoas especiais...
Registro 3
Doutor disse que eu me referia à ESPERANÇA. Total razão a ele. Sou verde.
Registro 4
Parei de usar o Internet Explorer. Já me adaptei ao Mozilla FireFox. Isto aqui é uma beleza.
escrito por Paula 9:53 AM|
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Quarta-feira, Junho 15
Diante da Lagoa Rodrigo de Freitas, eu nada tinha a fazer, nem a pensar, nem a sofrer. Era domingo. Reconhecia as coisas. A cor da água, que parece olho baço, a cor da relva, a cor do eucalipto, a cor do firmamento, que era uma cor de líquido azul. Estava sentado com os olhos abertos, num banco de pedra. Se um pardal esvoaçava, virava o rosto para vê-lo e amá-lo melhor. Acompanhava a marcha comercial das formigas. Sorria às crianças que passavam com amas pretas vestidas de branco. Um peixe resvalou à flor da água: do céu baixou um raio de sol e feriu o dorso do animal; o reflexo veio em linha reta até meus olhos, e inventei, então, a teoria dos triângulos: há triângulos radiosos em todos os espaços. Sol, peixe, homem. Pois nunca ninguém está só diante duma coisa, existindo sempre a testemunha que, participando de nosso oaristo, completa o nosso diálogo.
É bom que um homem, vez por outra, deixe o litoral misterioso e grande, querendo contemplar uma lagoa. O mar, este é terrível e resiste à nossa sede com seu sal profundo. Sim, são belas as palavras do mar: hipocampo, sargaço, calmaria. Oceanus. No entanto, uma lagoa, muda e fechada, compreende as nossas pequeninas desventuras, o efêmero que nos fere. Nenhum poeta seria tonto de escrever ao lago uma epópeia, uma saga. Nele podemos esquecer apenas os nossos naufrágios.
(...)
Um domingo
Paulo Mendes Campos
escrito por Paula 2:53 PM|
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Por(ou para) dois ou três amigos...
O Drummond clichê dos blogues.
Amor é bicho instruído
Amor é bicho instruído
Olha: o amor pulou o muro
o amor subiu na árvore
em tempo de se estrepar.
Pronto, o amor se estrepou.
Daqui estou vendo o sangue
que escorre do corpo andrógino.
Essa ferida, meu bem
às vezes não sara nunca
às vezes sara amanhã.
Carlos Drummond de Andrade
Imagem: http://www.kurthalsey.com
escrito por Paula 2:05 PM|
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Mascavo
Tá faltando um doce na rede.
E ninguém aguenta mais o urubu.
Volta Mascava!
PS. Como será que estão o contínuo e a secretária, hem?!
escrito por Paula 1:50 PM|
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Terça-feira, Junho 14
IV
À noite ela se embriaga
e vai bailar nos espaços
usando um traje de pássaros
viaja para o infinito
abro a janela do mundo
e já não vejo seu rastro
me leva lagoa lua
à grande festa das águas
em que outra madrugada
esconderás teu espelho
nas esquinas que não vejo
onde a noite vira asa?
à noite
Denise Emmer em Suíte para uma Lagoa Mansa
escrito por Paula 11:17 AM|
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Clichê, eu sei. Tudo que a Marisa canta vira clichê, enfim...
Não importa. Sou isso também.
Preciso me encontrar
(Candeia)
Deixe-me ir, preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar
Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer, quero viver
Deixe-me ir preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar
Se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Quando eu me encontrar
Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas do rio correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer, quero viver
Deixe-me ir, preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar
escrito por Paula 11:17 AM|
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Segunda-feira, Junho 13
Cicatrizes
(Miltinho / Paulo César Pinheiro)
Amor que nunca cicatriza
Ao menos ameniza a dor
Que a vida não amenizou
Que a vida a dor domina
Arrasa e arruína
Depois passa por cima a dor
Em busca de outro amor.
Acho que estou pedindo uma coisa normal,
Felicidade é um bem natural.
Uma, qualquer uma,
Que pelo menos dure enquanto é carnaval,
Apenas uma, qualquer uma
Não faça bem mas que também não faça mal.
escrito por Paula 10:48 AM|
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Algunas veces, mejor no preguntar,
por una vez que algo sale bien,
si todo empieza y todo tiene un final,
hay que pensar que la tristeza también
se va,
se va,
se fue...
Drexler em Se va, se va, se fue.
escrito por Paula 10:35 AM|
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Quando nasce uma lagoa
o universo se acalma
e um trânsito de asas claras
anuncia o novo tempo
e os homens caminham mais lentos
sobre a leveza das praias
e trocam palavras raras
trancadas nas fortalezas
lagoas são rastros de mares
que abraçam as frias cidades
em suas águas decerto
navegam barcos sem bússola.
Denise Emmer em Suíte para uma Lagoa Mansa - O início
escrito por Paula 10:32 AM|
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Quinta-feira, Junho 9
salto alto # 2

escrito por Paula 2:04 PM|
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Quarta-feira, Junho 8
Sins
(Adriana Calcanhoto)
Eu nunca faço escolhas, eu quero sempre tudo
Eu digo sempre sim
Eu não me confundo
Eu vou logo aceitando, eu peço sempre muito
Eu quero ver o fundo
Eu não vacilo
O tempo todo eu mudo, eu não duvido
Eu nunca pego restos
Eu não decido, eu quero...
Para estar em movimento,
invento alvos Eu finjo que estou perto
Eu só minto pra mim mesmo
Atrás de freqüências, potências, clarezas
Alcei novas retas, alcei novas rotas
Por onde pulsa a minha pressa
Eu não duvido
E sim eu digo
E sim eu quero
E sins, eu quero...
escrito por Paula 9:26 AM|
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Terça-feira, Junho 7
princípios
por uma questão de princípios
peso tudo que penso
e acredito em tudo que sinto
(César do Clinica Tobias)
escrito por Paula 12:38 PM|
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Segunda-feira, Junho 6
Registro 1
Moço de Brasília me trouxe uma garrafa de 2 litros de guaraná Jesus.
escrito por Paula 1:50 PM|
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"Como se só na morte abraçasses a vida."
(Hilda Hist)
escrito por Paula 1:50 PM|
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Domingo, Junho 5
Salto alto # 1

escrito por Paula 10:53 AM|
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Sexta-feira, Junho 3
Ouvindo o disco da Camila Costa...
Circular
(Luiz Guima e Camila Costa)
É circular a imensidão, é circular
É circular da palma da mão, é circular
A solidão,
O silêncio,
A partida,
O sim
E o não,
O cordão grão da vida
E a missão
De chegada e saída, é circular
É circular a folha no vento, é circular
É circular o tamanho do tempo, é circular
O novo, a mãe
Coração som da vida
E o girassol
A leitura do disco
E a visão
da maior das estrelas,
É circular.
A semente da terra é, serpentina e chaminé
A aldeia da gente, Pajé, Presidente, é circular
Brincadeira de roda é, a tendência da moda é
Adormece e acorda o munda dá volta, é circular.
Circular pelas rodas de samba
Assim como faziam os nossos pais
E ter cada vez mais a certeza
da canção que ouvi há tempos atrás.
A saia da Baiana é, o pandeiro e o cafuné
A sequência da lua que muda a figura, é circular
A dor de cotovelo é, a palmilha que encaixa o pé
Sendo fraco ou forte a vida e a morte, é circular.
ps: Fiquei curiosa de saber qual a canção que ouviu há tempos atrás...
escrito por Paula 2:31 PM|
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Ai ai.
Celular pifado novamente.
AMIGAS, por favor: MAIL-ME COM SEUS NÚMEROS!
beijo.
escrito por Paula 2:11 PM|
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Frases que rodam randomicamente na cabeça de Paula-Maia:
Sem eira nem beira.
(poema "De anatomia de um clichê" do Michael Hartnett)
Pulsa, pulsa, pulsa, pulsa pulsa mais.
(música Vida do Chico Buarque)
Floresce em qualquer vaso.
(Nelson Rodrigues em suas memórias)
Sólo quiero verte bailar.
(música Don de fluir do Jorge Drexler)
Saudade mata a gente.
(música Tanta Saudade do Djavan e do Chico Buarque)
Bastar-se a si mesmo.
(Aforismos de vida do Schopenhauer)
Nunca tive centro de gravidade mental ou psíquico.
(Paulo Mendes Campos em Perfil a lápis)
Ninguém é doido. Ou, então, todos.
(Guimarães Rosa em A Terceira Margem do Rio)
Se joga, Flor.
(Antonia Pellegrino - onde eu não lembro)
Se já perdemos a noção da hora...
(música Eu te amo do Chico)
escrito por Paula 2:11 PM|
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Quinta-feira, Junho 2
Mutilei alguns posts abaixo. Troquei frases, palavras.
Mau-humor passageiro. Meu celular caiu na privada.
E, fiquei chateada, pois não tenho telefone de mais ninguém.
Tinha que descarregar em algum lugar, oras.
Acho que eu deveria deletar todos, se não for passageiro faço isso, pronto.
Atualização: Leo consertou meu celular. Funciona.
escrito por Paula 1:27 PM|
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escrito por Paula 9:27 AM|
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Registro 1
simplicidade
Há um tipo de mulher bem simples. Pra mudar basta um corte de cabelo novo ou uma nova cor.
Quando isto não a satisfaz passa a ser uma mulher complexa.
Será que devo cortar os cabelos?
escrito por Paula 9:27 AM|
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Registro 2
O que será que aconteceu na cidade que fez com que o Espaço Unibanco ficasse tão xôxo e sem graça?
escrito por Paula 9:27 AM|
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